Ex-presidente deu três versões: bateu na escada, tentou abrir por curiosidade e que tentou abrir porque teve um surto.
As diferentes versões apresentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a violação da tornozeleira eletrônica estão dificultando sua defesa, avaliam investigadores ouvidos pelo blog. Até agora, três versões oficiais foram registradas:

- Bateu na escada
- Tentou abrir por curiosidade
- Teve um surto devido a medicamentos
1. Primeira versão: “bateu na escada”
Às 0h07 do dia 22 de novembro, o Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME), responsável pelo monitoramento de Bolsonaro, recebeu um alerta de violação da tornozeleira.
A equipe de escolta que estava em frente à residência foi acionada imediatamente, assim como a diretora do CIME, Rita Gaio. Em menos de 10 minutos, os policiais penais já estavam com o ex-presidente.
Segundo o relatório oficial, a primeira explicação dada por Bolsonaro foi a de que ele tinha batido o aparelho na escada.
2. Segunda versão: “curiosidade”
Cerca de 30 a 40 minutos depois, entre 0h40 e 0h50, Bolsonaro mudou sua explicação. Em vídeo gravado pela diretora Rita Gaio, ele admitiu ter usado um ferro de solda para tentar abrir o equipamento, alegando “curiosidade”.
Trecho do diálogo:
Diretora: O senhor usou alguma coisa pra queimar?
Bolsonaro: Meti um ferro quente aqui.
Diretora: Ferro de passar?
Bolsonaro: Não. Ferro de soldar.
Diretora: O senhor tentou puxar a pulseira também?
Bolsonaro: Não, isso não. A pulseira não rompi.
Diretora: Que horas começou a fazer isso?
Bolsonaro: Já no final da tarde.
3. Terceira versão: paranoia e alucinação
Na audiência de custódia, realizada no dia seguinte e já acompanhado por advogado, Bolsonaro apresentou uma terceira versão. Ele afirmou que estava em estado de paranoia provocado por medicamentos — entre eles pregabalina e sertralina, usados em tratamentos psiquiátricos.
Disse ainda que vinha dormindo mal, com sono fragmentado, e que isso teria colaborado para o episódio. Ele declarou ter usado o ferro de solda porque “tem curso de operação desse tipo de equipamento”.
FONTE: G1

